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quinta-feira, 21 de junho de 2018

AVENIDA BEIRA MAR - JULHO, INÍCIO DAS OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO URBANÍSTICA

Prefeito Roberto Claudio
O mais tradicional e conhecido como o Na última segunda-feira (18), no Náutico Atlético Cearense, o prefeito Roberto Cláudio, reuniu comerciantes e feirantes que trabalham na orla da Capital, personalidades do turismo e jornalistas a fim de apresentar o conjunto de intervenções que será realizado para a requalificação da Avenida Beira Mar. O projeto se inicia no próximo mês de julho e deve durar dois anos.
As obras estão orçadas em aproximadamente R$ 120 milhões e vão contar com recursos provenientes do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). O conjunto de intervenções prevê uma série de melhorias urbanísticas ao longo da via, com a construção de um novo calçadão, além da ampliação da faixa de areia entre as Praias de Iracema e o bairro Meireles. O pacote de obras prevê também a urbanização completa do trecho entre a Av. Rui Barbosa e a Rua Tereza Hinko, dando continuidade às obras de requalificação já realizadas desde o novo Mercado dos Peixes, no Mucuripe, até o calçadão na Estátua de Iracema, às margens do Riacho Maceió.
Os trabalhos totalizam 211.515,57 m² de área construída, que compreende a construção de um novo calçadão com três pavilhões multiusos, dotados de 40 quiosques de alimentação e bebidas, todos padronizados e a urbanização dos espigões da rua João Cordeiro e das Avenidas Desembargador Moreira e Rui Barbosa.
Durante a apresentação do projeto, como forma de garantir o planejamento e o ordenamento territorial, a Secretaria Regional II, Ferrúcio Feitosa, entregou1.342 autorizações aos ambulantes que atuam na área. Desta forma, a Prefeitura de Fortaleza assegura a permanência de todos aqueles que já trabalham no local mesmo no período da obra, que não impactará no funcionamento do comércio ambulante.
NOVO CALÇADÃO – Com a requalificação, o calçadão se transformará num polo de lazer com cerca de 66.704,38 m² de áreas totalmente acessíveis com novos passeios, iluminação, espaços para convivência com caramanchões, academias, banheiros, parque infantil, quadras de vôlei de praia, pista de skate, anfiteatro, pista de hockey, ciclovia, pista de cooper com 2,6 Km de extensão, além de um posto da Casa do Turista e prédio administrativo.
FEIRA DE ARTESANATO - A área onde acontece a feirinha de artesanato também passará por melhorias urbanísticas, como novo piso, nova iluminação e zoneamento com padronização dos boxes comerciais, garantindo uma maior organização e disposição dos produtos vendidos, naquele que é considerado hoje o maior mercado de artesanato a céu aberto da Capital. A Prefeitura de Fortaleza está assegurando a permanência de todos aqueles que já trabalham na área.
O local onde está instalado a escultura Monumento ao Saneamento, de Sérvulo Esmeraldo ganhará ainda um lago artificial contornando a obra do artista, que será restaurada. Outras duas esculturas também passarão por melhorias, como o Monumento ao Jangadeiro e a Estátua de Iracema, no Meireles.
ENGORDA DO ATERRO - O trecho da faixa de praia a ser ampliado corresponde à Avenida Desembargador Moreira, no Meireles, até o espigão da Rua João Cordeiro, na Praia de Iracema, com o aumento de 80 metros da faixa de areia mar adentro.
A obra de engorda será dividida em dois trechos: o primeiro compreendido entre os espigões da Rua João Cordeiro e da Avenida Rui Barbosa, prevê o acréscimo da faixa de praia e o Aterro da Praia de Iracema ficará com uma área total de 71 mil m² de área.
O segundo trecho consiste no aumento da faixa de praia entre a Av. Rui Barbosa e a Av. Desembargador Moreira, criando assim um novo aterro com cerca de 81 mil m² de área, possibilitando a ampliação do calçadão.
Fato de destaque foi a entrega pela Secretaria Regional II de 1.342 autorizações aos ambulantes que atuam na área. A medida auxilia a gestão na formalização de novos negócios e na geração de receita do Município.

7 DE MAIO, DIA DA PRAIA DE IRACEMA

PRAIA DE IRACEMA
Foi sancionada a lei pelo prefeito Roberto Cláudio que estabelece a data 7 de maio como o Dia da Praia de Iracema. O projeto, de autoria do vereador Renan Colares, atende ao pleito do Conselho e do Instituto Iracema e tem como objetivo fortalecer as ações e eventos realizados no local, buscando o resgate cultural e turístico da região.
O bairro é o primeiro da Capital a receber esta homenagem. A Praia de Iracema denominada, anteriormente, “Praia do Peixe”, em razão da tradição jangadeira do local, habitada por famílias de pescadores, ganhou o novo nome no dia 7 de maio de 1925, após sugestão do conselho de moradores por meio de concurso realizado na época
AÇÕES - Desde janeiro deste ano, a Prefeitura de Fortaleza realiza ações de ocupação, lazer, reforço na segurança e incentivos fiscais para atrair novos empreendimentos para a região. Às quartas-feiras, o local recebe o projeto Quarta Iracema com feiras de adoção e vacinação de animais, criativas e gastronômicas, além de encontro de motociclistas e atividades esportivas para jovens e terceira idade.
A previsão é que até fim deste ano, outras ações sejam implementadas como, a reforma das calçadas da Rua dos Tabajaras, o ordenamento de ambulantes, o plano de mobilidade urbana e controle do trânsito local, além da implantação de uma estação para banhistas, com banheiros, chuveiros e armários. A proposta é tornar o bairro 100% reciclável, com programa de gestão de resíduos e instalação de um ecoponto. Até o próximo mês, será definido o local para a instalação de uma brinquedopraça.

EM DIA COM O FESTURIS - 22/06/2018


VISITE CEARÁ 22/06/2018


ROTA DO SOL SEMANAL 22/06/2018 - ISSUU

quarta-feira, 13 de junho de 2018

CALEIDOSCÓPIO 13/06/2018

DO CAOS, UMA LIÇÃO – Diante das graves consequências ocasionadas pela recente greve dos caminhoneiros, pelo menos uma lição para ser apreendida e aprendida. Na imensidão do seu território, o Brasil não pode continuar a adotar quase totalmente, para escoamento de seus produtos, apenas uma forma – a do transporte rodoviário. Viu-se o que aconteceu no país inteiro. Com os braços parados dos caminhoneiros e o fechamento das estradas pelos caminhões o caos se estabeleceu. As populações de todas as cidades viveram momentos de perplexidade e angústia. Sem abastecimento, mercados, supermercados, postos de combustíveis não seguraram o preço de seus produtos. Pelo contrário, todos subiram exageradamente. Diante da dura lição, não é o momento de rever o abrir estradas do Presidente Washington Luiz e os processos desenvolvimentistas de Juscelino em relação aos transportes? Não é a hora de se retomar os modais marítimo e ferroviário para escoamento das safras e transporte em massa da população? Grandes países da Europa e de outros continentes têm estradas e autoestradas exemplares. Contudo, jamais abandonaram o trem e os navios para o escoamento do que produzem e transporte em massa de pessoas. Os modais marítimo e ferroviário, pelo contrário, continuam sendo carros-chefes. Suas utilizações são mais baratas e oferecem maior retorno. Nas décadas de 1930/1940 os dois modais predominaram. E mais: os custos são inferiores e não poluem tanto, como na queima de combustível no modal rodoviário. Não deixou de ser um crime o abandono, no Brasil, do uso regular de trens e navios. Como se deixar de lado 7.400km de extensão navegável que na costa possuímos? Ou os caminhos navegáveis dos nossos rios? 
PRODETUR+TURISMO ITINERANTE - O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a receber uma missão técnica do Prodetur Itinerante, iniciativa do Ministério do Turismo que oferecerá consultoria especializada de projetos a governos, prefeituras e empresários interessados em investir no setor. O objetivo é prepará-los para acessar os R$ 5 bilhões da linha de crédito Prodetur+Turismo.  No estado, cinco projetos receberam o selo que garante prioridade de tramitação no programa. Juntos, os projetos somam R$ 178,5 milhões. O anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, em evento que contou com a presença do governador do Estado, José Ivo Sartori   
RECORDE DE INSCRITOS - Pelo terceiro ano seguido o Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema bate recorde de inscritos para as duas mostras competitivas. São produções em longa e curta-metragem enviadas para a 28ª edição, que acontecerá de 04 a 10 de agosto no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.
Para a seleção de 2018, o Festival recebeu 1.222 filmes de 18 países, dos quais, 286 inscritos para a Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e 936 para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem. Os números anteriores: Em 2017 foram 1.113 filmes de 17 países, sendo 260 longas e 853 curtas. Em 2016 o festival recebeu 966 inscrições de 16 países, dos quais, 254 longas e 712 curtas. O número de curtas cearenses inscritos também foi recorde. Foram 116 para a 28ª edição, 19 a mais do que os inscritos na edição do ano passado. 
SÃO JOÃO NO DOM PEDRO LAGUNA - Este mês de junho é marcado pela chegada de uma das celebrações mais importantes do Dom Pedro Laguna -  a festa de São João. Além de ofertas especiais de hospedagem, o resort recebe, no dia 23 de junho, um arraial com tradicionais barracas de comidas típicas, bebida, brincadeiras para todas as idades e a apresentação da tradicional quadrilha Fulô do Sertão. 
Os hóspedes também poderão curtir uma estrutura completa em dois restaurantes, bar de praia, bar molhado, room service 24h, fitness center, jacuzzi exterior, campos de tênis, e kids club com monitores, além de um serviço de shuttle diário até Fortaleza. 
PARA EMBARQUE EM VOOS DOMÉSTICOS - Após análise técnica e normativa sobre os documentos de identificação em suporte eletrônico atualmente disponíveis, a Agência Nacional de Aviação Civil concluiu que eles podem ser apresentados pelos passageiros às empresas aéreas na hora do embarque em voos domésticos. Todas as companhias e empresas como a ABEAR foram comunicadas sobre a aceitação da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e), do Documento Nacional de Identidade (DNI) e do Título de Eleitor eletrônico.
De acordo com a norma, “o passageiro deverá apresentar para embarque documento de identificação civil, com fé pública e validade em todo o território brasileiro", o que vale para todos os documentos de identificação.
O uso do nome social também será aceito em documentos eletrônicos, desde que a alteração do registro conste no documento de identificação apresentado no momento do embarque. A facilidade já pode ser utilizada no caso do Título de Eleitor eletrônico, conforme entendimento do TSE.
TOUR HARLEQUIN EM FORTALEZA - A Harlequin Books Brasil está em uma tour por várias cidades do país, com muito bate-papo, interação e autores convidados. A próxima parada da Tour Harlequin será em Fortaleza, no sábado,  16 próximo, às 18 horas, no Saraiva (Shopping Iguatemi). Na ocasião, os presentes terão a oportunidade de participar de um bate-papo com as autoras convidadas, Cassandra Gia e Sue Hecker, que passarão uma tarde incrível com os leitores, mediada pela editora Renata Sturm.  Os presentes ficarão sabendo de todas as novidades da editora. Ainda terão informações das escritoras, que falarão sobre o novo projeto juntas!
Além das obras das autoras convidadas, neste encontro serão discutidos os próximos lançamentos literários, as novidades que em breve estarão nas livrarias e o muito mais, com direito à brindes para os leitores.
SEMINÁRIO -  O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, participou na sexta-feira, 8, da abertura do seminário “Programa de Incentivo ao Turismo no Estado do Rio de Janeiro”. O evento foi realizado no Copacabana Palace e está sendo organizado pelo trade turístico, em parceria com a Secretaria Estadual de Segurança.
Na ocasião, serão divulgados os resultados já conquistados pela parceria do governo federal com os governos locais e iniciativa privada. O evento contou, ainda, com a presença do Secretário Estadual de Segurança, Richard Nunes; do Secretário Estadual de Turismo, Nilo Sérgio Felix, e do presidente da Riotur, Marcelo Alves. 

O GRITO DE ALERTA DE ENID CÂMARA

Tem razão a empresária de sucesso, presidente da Câmara Setorial da Cadeia de Eventos, da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Enid Câmara Vasconcelos, quando, em recente reunião, deu um “Grito de Alerta”, dirigido a autoridades municipal e estadual, além do trade turístico cearense, para um fato que merece atenção especial, ou seja, o Turismo de Negócios (Eventos).
A também proprietária da empresa Prática Eventos sempre defende a iniciativa de que há necessidade urgente de maiores investimentos, em Propaganda e Comunicação, no retrocitado segmento do turismo alencarino, visto poder tornar-se a modalidade que mais recursos financeiros carreará, para a combalida economia do Estado, fragilizada com seis anos consecutivos de secas. É que turista de negócios gasta mais do que o de lazer.
Bem! Dado o grito, é preciso, caras autoridades e empresários do turismo, setor que impacta mais de 50 atividades socioeconômicas e culturais, em todo o Ceará, não fazerem vistas grossas ao que Enid Câmara lhes chama à atenção, fazendo de contas que o Turismo de Lazer é a atividade, no segmento Turismo, que atrai maior número de turistas, anualmente, tanto nacionais, quanto internacionais, e movimenta mais os setores econômicos estaduais e municipais do que o já mencionado Turismo de Negócios.
Com a assertiva supracitada, longe de nós, a petulância de escrever serem dispensados investimentos, na promoção e divulgação do Turismo de Lazer, aqui e alhures. Ambos merecem aplicação de vultosas verbas, para levá-los a um patamar de destaque, nos cenários brasileiro e estrangeiro, claro que em se tratando das localidades com atrativos turísticos, capazes de receber expressivo afluxo de turistas, oriundos, inclusive, do exterior.
Mediante o exposto, acreditamos que o “Grito de Alerta”, da dinâmica, competente e lutadora Enid Câmara, não se perderá, nos gabinetes governamentais, precisamente, nas Secretarias de Turismo (Setur e Setfor), nas existentes no interior, nos ambientes de trabalho dos empresários do ramo e na Imprensa e Redes Sociais. Se não houver repercussão, no que ela falou mais alto, haverá necessidade de novo “Grito de Alerta”, até chegar ao momento de seu apelo ser compreendido e posto em prática.
Bem! Desejamos que fique bem claro não estarmos a concordar com Enid Câmara, simplesmente, por privar de sua amizade, mesmo não sendo mais o presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet-Ceará) e, sim, por sempre desejar o melhor para o Turismo, em suas variadas modalidades, do Ceará e do Brasil, este, vergonhosamente, recebendo, por ano, pouco mais de 6 milhões de turistas estrangeiros, afora mudar, constantemente, de ministros do Turismo e presidentes da Embratur, numa jogada politiqueira, para agradar apaniguados políticos.
Mas, retornemos ao principal assunto deste artigo, reforçando o pensamento da presidente da Câmara Setorial da Cadeia de Eventos, Enid Câmara, pois é necessária a tomada de decisão, com planejamento, seriedade, espírito ético e transparente, no tocante à veiculação, mais constante e abrangente, da Propaganda e da Comunicação, no Brasil e em outros países, para atrair mais turistas de negócios e de lazer também. 
Vamos, lá, gente, transformar o “Grito de Alerta”, dado na última reunião da Câmara Setorial da Cadeia de Eventos, realizada, recentemente, na sede da Adece, por quem é do ramo, líder e sabe onde as andorinhas dormem, numa ação amiúde, com vistas a incrementar o denominado Turismo de Negócios (Eventos), pois, segundo ela, a capital do Ceará possui condições de infraestrutura de suporte ao turismo, citando-se, como exemplos, o Centro de Eventos do Ceará, o maior da América Latina, além de outros, em hotéis, claro que em menores proporções. 
Por último, cara Enid, esperamos que seu importante e indispensável “Grito de Alerta” fira os tímpanos de quem não está nem aí para a necessidade de maior e de melhor promoção do Turismo de Negócios (Eventos) em plagas cearenses e seu apelo seja atendido. Para você, que, educadamente, sabe expor problemas, na sua área específica, e por que não dizer em outras, que atravancam o desenvolvimento sustentável do Turismo, no Ceará, resta-nos acrescentar: para você, tiramos o chapéu. Obrigado pela leitura e ótimo fim de semana, amigo-leitor!

“NÓS OSSOS QUE AQUI ESTAMOS, PELOS VOSSOS ESPERAMOS”

Por mais estranho e macabro que possa parecer, essa inscrição está aposta no limiar do portal de entrada da, denominada, “Capela dos Ossos”, na Igreja de São Ferancisco, na cidade de Évora, no Alentejo Central de Portugal. Construída no século XVII, a capela e igreja situam-se à praça 1º de Maio e foi construída no estilo gótico.
É um dos mais visitados monumentos de Portugal, capela construída internamente com mais de 5.000 ossos de monges, sendo a mais famosa das seis capelas dos ossos que se dizem existentes no país lusitano. 
A história relata que havia 42 cemitérios monásticos em Évora, no século XVI, ocupando espaço muito grande. Pretendendo proporcinar melhor aproveitamento de toda a área, a solução encontrada pelos franciscanos teria sido extrair todos os ossos da terra e utilisá-los para erguer e “decorar” uma capela.
Foram empregados, então, ossos entre crânios, tíbias, vértebras e fêmures dispostos de tal sorte nas paredes, nas colunas e no teto, numa arquitetura indiscutivelmente macabra, iluminados por faxos de luz que entram por três frestas à esquerda. Todas as paredes e pilares da capela estão revestidos por ossos ligados por cimento pardo. Enquanto as abóbodas encontram-se pintadas com motivos alegóricos à morte.
A inscrição que dá título a êste artigo teria sido o meio pelos quais os monges convidariam as pessoas para que a capela servisse de consolação a uns e de notícia à curiosidade de outros. Afinal, teriam evidenciado a transitoriedade da vida.
Outra e especial curiosidade é que, no fundo da capela, encontram-se pendurados dois cadáveres - um adulto e uma criança. Conta a lenda, como a origem determinante daquela postura, de que teria ocorrido pelo fato de uma mulher ter sido muito maltrada pelo marido e pelo filho. E que, por consequência, quando no leito da morte, ela os teria amaldiçoado, dizendo-lhe algo como: “Quando morrerem, não serão dignos de a terra os comer e os desfazer”. E aquela determinação os teria ferrado com o destino de estarem permanentemente exibidos e suspensos para a execração pública. 
Destinado a criar ainda mais um ambiente de suspense, um sensor de movimento, quando pisado, aciona as luzes que iluminam aqueles dois corpos pendurados estrategicamente.
A capela é constituída por três naves. Cada uma delas tem a dimensão de 11 metros de largura por 18,70 metros de comprimento. Na realidade, a “Capela dos Ossos” é um monumento de arquitetuera dedicado ao Senhor dos Passos, ou Senhor Jesus da Casa dos Ossos. 
Évora, onde se encontra a capela, é a capital do distrito de Évora, e está situada na região do Alentejo Central. Por sinal, é a única cidade portuguesa que é membro da “Rêde de Cidades Européias mais antigas”
E tem por característica, ainda, ser a séde do quinto município mais extenso de Portugal, contando com um território de extensão que marca 1.307,08 km² de área. Toda esssa dimensão está subdividida em 12 freguesias.
Évora é tão famosa que leva o epíteto de “Cidade-Museu”, pelo fato de ser um centro histórico dos mais ricos em monumentos de Portugal. Évora, inclusive, foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1986.
Há alguns anos, quando estávamos em Lisboa por conta de participar da BTL, fomos convidados pelo querido amigo NUNO LIMA DE CARVALHO a jantar no belíssimo salão “Preto e Prata” do Cassino do Estoril, do qual era o seu Diretor (hoje aposentado). E o convite era extensivo a um outro queridísimo amigo e irmão, dirigente de um órgão de turismo brasileiro, dentre alguns outros partícipes.
Ao nosso lado, encontrava-se, também, um amigo proprietário de um dos mais destacados restaurantes daquela bela cidade. Que nos convidou a lá almoçarmos. Entenda-se que Évora fica a poucas horas de Lisboa. Para lá seguimos no dia seguinte. Por evidente, aproveitamos para revisitar os tantos sítios históricos da cidade. Um deles foi, claro, a “Capela dos Ossos”.
Ao alcançarmos a entrada da capela e “descobrir” a inscrição no limiar da sua entrada, o querido amigo e irmão – que a visitava pela primeira vez - deu um freio e se recusou a entrar, impressionado com o impacto daqueles dizeres. Foi necessário a interferência da sua esposa para que ele se dispusesse a visitar aquele curioso monumento. Até porque os ingressos já haviam sido adquiridos.
Foi um momento, deveras, bastante curioso de como tal atração pode impactar aos que lhe visitam. Aliás, bom esclarecer que “Conta-se o milagre, mas não se conta o santo”.

PARA CRESCER NA PREFERÊNCIA MUNDIAL - MERCADO DA CACHAÇA PROCURA O CAMINHO DA TEQUILA

A Cachaça é hoje a segunda bebida alcoólica mais consumida no mercado interno. Perde apenas para a cerveja, que é fermentada. Reconhecida como tipicamente brasileira, se tornou aposta do setor de destilados. 
A bebida vem vivendo momentos especiais, principalmente nos últimos cinco anos. No cenário interno, a possibilidade dos micro e pequenos produtores de Cachaça poderem optar pelo Simples Nacional, representou um novo “fôlego” para o setor cachaceiro, pois reduzirá a informalidade e alavancará a oferta de empregos formais gerados pelas micro e pequenas empresas. Para o consumidor, poderá levar bares e restaurantes a oferecerem uma maior variedade de Cachaças diferenciadas e legalizadas. 
No âmbito internacional, destaca-se  o reconhecimento pelos Estados Unidos (2013) de que a Cachaça é um produto distinto do Brasil, o reconhecimento também pela Colômbia (2012) e, recentemente, a assinatura pelos governos do Brasil e México do acordo para o reconhecimento mútuo da Cachaça e da Tequila como indicações geográficas e produtos distintivos do Brasil e do México.
“O acordo estabelece que toda bebida vendida no Brasil com o nome de tequila será de fabricação mexicana, assim como toda cachaça vendida no mercado mexicano deverá ter sido fabricada no Brasil”, explica Alexandre Bertin, presidente da Confraria Paulista da Cachaça.
LONGO CAMINHO - Mesmo com tantas conquistas, a cachaça ainda tem um longo caminho a percorrer e grandes desafios para o futuro, como o aumento das exportações, a consolidação do mercado internacional e a luta pelo reconhecimento em outros países como bebida genuína e exclusiva do Brasil. 
Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), as exportações da bebida atualmente estão aquém do potencial de mercado e estima-se que menos 1% do volume produzido é exportado. 
Comparando com as exportações da Tequila, enquanto em 2017 o México exportou mais de 200 milhões de litros para mais de 190 países, quase 70% de volume produzido, o Brasil exportou pouco mais de 8 milhões de litros do destilado exclusivamente brasileiro para 60 países com mais de 50 empresas exportadoras, gerando receita de US$ 15,80 milhões (8,74 milhões de litros). Esses números representam um crescimento de 13,43% em valor e 4,32% em volume, em comparação a 2016. No entanto, o potencial ainda tem sido pouco explorado.
FORMA DE ORGANIZAÇÃO - A Tequila traz lições importantes para o setor cachaceiro. Parte do sucesso da projeção da bebida mexicana no mundo deve-se a forma de organização do setor no México. Essa forma de organização tem sido um exemplo perseguido pelos produtores de Cachaça, por meio do IBRAC, que há alguns anos defende junto ao governo brasileiro que a Cachaça tenha o mesmo modelo organizacional existente no México.
As empresas brasileiras têm se esforçado, mas as ações de promoção da Cachaça nos mercados internacionais podem ser consideradas tímidas, se comparadas com as de outras categorias concorrentes. Para se estabelecer um comparativo, enquanto a Tequila é protegida em mais de 46 países, incluindo a União Europeia, a Cachaça está protegida em apenas três países (Estados Unidos, Colômbia e México).
“Para aqueles que querem investir no mercado da Cachaça, o desafio será grande para atender aos nichos de consumo. Na produção é necessário planejamento e um olhar voltado para três pilares: alta qualidade do produto, processo de envelhecimento e embalagens diferenciadas. Sem esquecer que após essa etapa, outra grande barreira é a comercialização do produto, pois os canais de distribuição são restritos. Sem isso, a concorrência no mercado interno ou externo se torna esmagadora”, explica Bertin.  
Com o objetivo de atingir nichos de mercado, muitas empresas, especialmente as artesanais, desenvolvem embalagens diferenciadas, que têm contribuído para melhorar a imagem e expandir o mercado. As novas “roupagens” abandonaram a aparência pitoresca e agora apresentam projetos mais elaborados, em estilos artesanais ou sofisticados. 
O SETOR CACHACEIRO NO BRASI - Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), juntamente com o Prof. Jairo Martins, o Brasil possui mais de 1.500 produtores devidamente registrados, com 4.000 marcas. 
Estima-se que esses produtores possuam uma capacidade instalada de produção de aproximadamente 1,2 bilhão de litros anuais da bebida, porém, anualmente são produzidos menos de 800 milhões de litros.
Atualmente, a Cachaça é um dos quatro destilados mais consumidos mundialmente. No Brasil, é a segunda bebida alcoólica mais consumida e representa 72% do mercado de destilados. Os principais estados produtores (em volume) são: São Paulo, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba.

BH É A CAPITAL DA CACHAÇA - DIVERSAS MARCAS EM EXPOSIÇÃO E VENDA EM DOIS EVENTOS

Desde quinta-feira e até domingo, 10, aconteceu em Belo Horizonte a 28ª Expochaça e a 12a. Brasilbier, no Expominas, em Belo Horizonte, a maior e mais importante e conceituada vitrine mundial da cadeia produtiva e de valor da cachaça, no formato consagrado B2B-FEIRA e B2C-FESTIVAL. O evento nasceu em Minas Gerais em 1998, a 21 anos, e ganhou a liderança no Brasil e visibilidade mundial.
A Feira foi realizada em conjunto com a 12ª Brasilbier unindo as duas cadeias produtivas de bebidas artesanais a cachaça e as cervejas artesanais. A Expocachaça é uma das responsáveis pela visibilidade atingida e pelo status de destilado, dando promoção e divulgação à bebida nos mercados interno e externo.
OBJETIVOS DOS EVENTOS – Foram estes os objetivos:
Aproveitar as oportunidades que o mercado de bebidas brasileiro oferece; Expandir perfis de consumidores; Criar novas ocasiões de consumo e aproximação com as marcas; Consolidar a categoria frente a outras bebidas alcoólicas; Difundir o discurso da cachaça; Apresentar lançamentos e inovações para estimular a experimentação; competir no cenário de outras bebidas alcoólicas pelo bolso do consumidor.  (Jornalista Sérgio Moreira - da Confraria de Jornalistas de Turismo e da Abrajet/MG)