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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DIA MUNDIAL DO TURISMO

27 de setembro de 2014. Dia Mundial do Turismo. Nesta data, mais de 170 países têm motivos de sobra, para comemorar uma efeméride e – digamos -  fazer, também,  uma reflexão a respeito de um segmento econômico de grande importância -  caso levado a sério – para suas  economias, visto ser uma das molas propulsoras de seu desenvolvimento socioeconômico, político e cultural.
Analisando-se os dados estatísticos, fornecidos pela Organização Mundial de Turismo (OMT), é que percebemos o quanto o turismo impacta as atividades econômicas, por sinal, mais de meia centena, fazendo com que países desenvolvidos e em desenvolvimento invistam, cada vez mais, nesse setor, com vistas à geração de empregos e renda e, consequentemente, melhores condições de vida para a população de baixo poder aquisitivo.
No mundo, o turismo representa quase 10% do produto interno bruto e cerca de 20% do total de impostos pagos, afora mais de 10% da força de trabalho.  A verdade é que emprega, no mundo, mais de 300 milhões de pessoas. Em nosso país, estudo aponta para a consolidação do Turismo como produto de consumo do brasileiro.
Os dados mostram a onda de crescimento que o País passa com a realização dos grandes eventos e a nova exposição de visibilidade internacional. O impacto do turismo, na economia do Brasil, deverá alcançar 9,5% do PIB (R$ 466,6 bilhões), um crescimento de 5,2% em relação ao ano passado, que foi de foi de 9,2% do PIB (R$ 443,7 bilhões), segundo o WTTC. O número é superior à média mundial, que será de 2,5%. 
O estudo de impacto econômico da cadeia produtiva do turismo no País também revela outros indicadores de crescimento para 2014. O setor deverá gerar 8,9 milhões de empregos diretos e indiretos, um crescimento de 4,5% em relação a 2013, quando o segmento foi responsável por 8,5 milhões de postos de trabalho. No mundo, espera-se um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior. “De acordo com o relatório, o Brasil é o 5º maior gerador de empregos diretos e totais pro meio do turismo no mundo, o que mostra a importância do segmento para a transformação da vida da população em todas as regiões do País”, complementou o presidente em exercício. 
No Ceará, se retrocedermos – digamos – ao início da década de setenta, em termos turísticos, poucas ações teríamos a destacar, comparada com a década de 2000 no Ceará. Houve um salto de qualidade na condução das atividades e um crescimento na infraestrutura física.
Seríamos ingênuos e injustos, se afirmássemos nada ter sido feito, na retrocitada década, pelos governantes e pela iniciativa privada, tanto para a melhoria da infraestrutura de suporte a esse segmento econômico, quanto para a  promoção de seus atrativos turísticos Brasil afora e  no exterior.
Sem querermos puxar saco de ninguém (detestamos bajuladores), o Turismo alencarino tomou dimensões expressivas, nos governos de César Cals,( primeiro governador a transformar uma cadeia pública em Centro de Turismo e a criar a Empresa Cearense de Turismo (EMCETUR), além dos bondinhos de Ubajara. Já Ciro Gomes criou a Companhia do Desenvolvimento Turístico do Ceará (Coditur) e Tasso Jereissati, (criou a Secretaria do Turismo – Setur), atentando-se para o fato de esses governadores terem canalizado maior volume de recursos financeiros, quer para ampliar a infraestrutura física, quer para divulgar, em nosso país e em alguns países europeus, o que o Ceará possui de belo, útil e agradável.
Após a criação da Secretaria do Turismo do Estado (por sinal, sugerimos, na época, em artigo, ao governador Tasso Jereissati a importância de uma pasta para cuidar do Turismo cearense), passou-se a dar mais ênfase às atividades turísticas, inclusive aplicando-se mais verbas, na divulgação do potencial turístico do Ceará e na qualificação da mão de obra,  esta destinada aos vários segmentos do Turismo, sobretudo em Fortaleza.
A construção do Aeroporto Internacional Pinto Martins, sem dúvida alguma, foi um marco para o Turismo do Estado, visto ensejar melhores acomodações, para os turistas e os próprios cearenses, sem falar do aumento de voos para nossa “Loira Desposada do Sol”, tornando-se até um atrativo para os fortalezenses, que, nos finais de semana, comparecem àquele terminal de aviação,  para não só embarcar familiares, amigos e autoridades, bem como recepcioná-los.
Um setor que vem crescendo muito, ultimamente, é a  hotelaria. Vários hotéis de categoria, resorts, flats, pousadas, restaurantes, bares, barracas de praia ampliação e novos shoppings, o Centro Cultural Dragão do Mar, ampliação do Beach Park (sensacional),  Estádio Castelão, para citarmos algumas obras de suporte ao turismo, deixam-nos eufóricos e acreditando na prioridade deste segmento econômico, gerador de emprego, renda e divisas. Na gestão Cid Gomes, o Turismo alencarino cresceu muito. Destaque para a criação do Centro de Eventos do Ceará, um dos maiores e mais importantes da América Latina, o iniciado Aquário, na praia de Iracema, e tantas outras realizações de suporte ao Turismo.
 Na parte de promoção das belezas naturais e artificiais de nosso Estado, destacam-se a produção de peças publicitárias, que primam pelo conteúdo e programação visual. Menciono ainda a preocupação com o planejamento das atividades turísticas e o zelo em se trabalhar, tendo o profissionalismo como régua e compasso, ciente de que o desenvolvimento sustentável do Turismo cearense não pode ocorrer na base das improvisações. Turismo com “T” maiúsculo deve ser trabalhado também com Ética em todos os seus segmentos.
Bem! O Ceará-Turístico ocupa, atualmente, no “ranking” nordestino, uma posição invejável, perdendo, apenas, para a Bahia, porque, por lá, respira-se (que beleza!) turismo durante as 24 horas do dia. O Estado da Bahia é o que mais investe em turismo, sabe tirar proveito até de seus erros e dos outros, tornando seu produto turístico ímpar, em relação aos demais Estados da Federação.
É, pois, um exemplo que merece ser imitado. Sejamos humildes e aprendamos com a Bahia! Nada de amadorismo. Nada de explorar os turistas. Nada de ferir os princípios éticos na venda de produtos e serviços turísticos. Jamais vender algodão por veludo. Ao bom entendedor, meia palavra basta. De tanto repetirmos este apelo, um dia, o Turismo alencarino – acreditamos - será mais profissional em tudo.
Antônio José de Oliveira - Vice-presidente da Abrajet-CE

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