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sexta-feira, 31 de março de 2017

A TERRA TREMEU NA BAHIA???

TREMORES SENTIDOS EM SALVADOR E ARREDORES - Ao raiar do dia 26 deste mês de março, um domingo ensolarado, foram muitas as pessoas que registraram o fato de terem sentido rápido tremor e um simulacro de estrondo. Inclusive minha filha Helga, logo ao levantar, queixou-se de ter acordado com o barulho e a sensação de que houvera, realmente, um instantâneo tremor.
No momento situado, eu me encontrava já – como ocorre todos os dias – fazendo os meus minutos de “esteira” em casa. Na verdade, em determinado momento senti uma sensação sonora de que a porta de vidro que fica atrás da posição em que se encontra a esteira teria sido aberta. Imaginei a possibilidade de ter sido o meu genro, Beto, que já estaria, também, despertando e iniciando a sua preparação para a lida diária. 
Olhei de soslaio, por trás dos ombros, e não vi o Beto. O incidente não me incomodou, passei ao largo como um ruído qualquer, até que pudesse ter sido da “freezer” em instante de degêlo. No entanto, ao despertarmos realmente todos, fomos informados, pelos vários meios de comunicação, de que aquela sensação fora experimentada em várias partes de Salvador, de Lauro de Freitas e da Ilha de Itaparica e outros locais do Recôncavo.
OS PEIXES SALTITAVAM NO PORTO DA BARRA - Ao correr do dia, várias versões foram consignadas sobretudo pelas redes sociais, com os mais díspares e, não raro, estranhos, testemunhos.
 Como a de uma senhora que reside no Porto da Barra e que informou ter sentido a mesma sensação de tremor e de ruído. O hilário de sua afirmação foi de que, ao chegar a janela do apartamento, percebeu, no mar daquele aprazível local, os peixes saltitando. Seguramente, creio que “comemorando alguma notícia festiva”.
De Lauro de Freitas,  o município que fica na sequência de Salvador em demanda ao Litoral Norte e que se inicia logo após o Aeroporto Internacional,  partiu a notícia de um cidadão que teria percebido a queda de um meteorito. Chegou-se a afirmar a possibilidade de que a localização da queda teria sido alguma coisa como terrenos da Praia do Forte. Nada, todavia, devidamente constatado.
O ABALO FOI O TEMA DO DIA - Sem dúvidas que o grande tema do dia foi o pretendido abalo sísmico de intensidade tão fraca que não chegou a ser definitivamente identificado. Ninguém em Salvador passou ao largo de toda a espécie de consideração, até para não se posicionar como desinformado.   
As ilações foram tantas, com as lembranças de que, em alguns locais do país, tremores de menor intensidade têm sido identificados, como consequência da acomodação das placas tectônicas do interior da terra, ocorridas em países do oeste da América do Sul, mesmo até em águas oceanográficas cujos reflexos podem se expandir a longas distâncias.
NENHUMA INFORMAÇÃO OFICIAL, CONTUDO - Até mais de 24 horas depois do episódio ocorrido, nenhuma consideração foi emitida por qualquer órgão oficial, como procedimento identificador do ocorrido. Embora sem que deixassem de alguns setores manifestarem opiniões diversas da possível origem do fenômeno.
Para uma professora do Departamento de Geologia da Universidade Federal da Bahia,  a queda de um meteorito teria sido a causa mais provável. Segundo a qual a liberação da energia consequente da explosão do corpo celeste teria ocasionado o tênue tremor do chão, de janelas e portas. Para que se tenham a ideia da extensão que o caso provocou, o fenômeno foi sentido em municípios baianos próximos a Salvador como Sapeaçu e Santo Antônio de Jesus, além de Lauro de Freitas e Itaparica.
TERIA SIDO ROMPIDA A “BARREIRA DO SOM”? - Ao lado daquelas pessoas que afirmam ter testemunhado a entrada na atmosfera de uma bola de fogo, a seguir a explosão, outras excêntricas opções foram relatadas. Como alguns surfistas que juram serem os detentores da verdadeira versão. E aquela que alude a passagem de um jato da FAB que teria vencido a “barreira do som” a qual, quando ocorrida, em verdade provoca violento estrondo e o consequente tremor na atmosfera em torno.
Essa hipótese teria sido até aventada pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo. Porém, ouvida a autoridade maior que poderia confirmar tal ocorrido, a Base Aérea de Salvador informou que nenhum equipamento do gênero transitou pela cidade e adjacências no momento indicado para o acontecimento. Logo, outra opção descartada.
A verdade é que tudo indica que o fato ocorreu, realmente. Mas que não há nem sequer indício seguro de identificação do estranho acontecimento. Até porque as autoridades pertinentes esclarecem que ainda estão examinando a questão para a formulação de uma tese de tal sorte substanciosa, que esteja fundada em argumentos consistentes.
Pelo menos, não se afirmou ter sido consequência de um gôl do Bahia!!!

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