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quinta-feira, 15 de junho de 2017

NA BAHIA, ESTADO E MUNICÍPIO NÃO SE ENTENDEM

Carlos Casaes
Abrajet BA
A REALIZAÇÃO DA BNTM MOTIVOU DIVERGÊNCIAS - A programação para Salvador do 25º Brazil National Tourisme Mart (BNTM) gerou um desencontro, aliás, um choque mesmo, entre o Governo do Estado e a administração municipal de Salvador. Tudo isto por conta da iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH-Ba, que solicitou da Prefeitura o patrocínio de uma recepção aos 150 investidores que estavam programados para participar do evento.
Ocorre que o Governo do Estado, através dos seus órgãos próprios do turismo baiano, não ficou satisfeito com a iniciativa da ABIH-Ba, no sentido de envolver o Poder Municipal num evento que estaria patrocinando. E pressionou no sentido de que o “dito ficasse por conta do não-dito”.
ABIH TEVE QUE “PAGAR O MICO” DE SOLICITAR O CANCELAMENTO -   Por conta da pressão do Governo do Estado, a ABIH-Ba teve que cancelar a festa que já estava programada, inclusive anunciando a participação especial da cantora Anna Mameto, cujo show seria um tributo ao grande compositor e intérprete baiano, de saudosa memória, Dorival Caymmi.
Aquele entrevero “calou fundo” no âmago da comunidade turística baiana, que não ficou satisfeita com tão extrema desavença política, repercutindo negativamente num evento que tem por escopo contribuir para o desenvolvimento de atividade econômica tão importante como o turismo.
EVENTO É DEDICADO A COMERCIALIZAÇÃO - A BNTM é um evento que reúne os Estados integrantes da Região Nordeste e tem por objetivo principal promover excepcionais condições para a comercialização do produto “Nordeste” no mercado nacional e internacional, para o que, por consequência, são convidados os principais operadores, agentes e companhias aéreas dos mais destacados polos emissores.
Consabidamente, os órgãos estaduais do turismo é que têm a responsabilidade da gerência do acontecimento. No entanto, por evidente, quem mais se beneficia dos resultados positivos de ações como esta é o município. Daí entender-se que também as Prefeituras devam estar engajadas em programas que buscam estimular o desenvolvimento comercial.
DESENCONTROS TAMBÉM EM AÇÕES PROMOCIONAIS - É do conhecimento público de que os titulares dos Palácios de Ondina e Tomé de Souza são adversários ferrenhos, sobretudo porquanto se aproximam as eleições majoritárias do próximo ano e os dois titulares dos poderes estadual e municipal são virtuais candidatos ao Governo do Estado.
No entanto, o que se admite é que ambos devam ser adversários no campo político, mesmo assim em alto nível. O que não se depreende é que os desencontros desçam a níveis que, inclusive, tendem a prejudicar os interesses de Município e do Estado, além de colocar a iniciativa privada – como no caso – em autêntica e incômoda “saia justa”.
ATITUDES VÊM DE LONGAS DATAS  -  Esse desencontro vem repercutindo no turismo da Bahia já há longo tempo. É do conhecimento público, até porque tem sido noticiado pela mídia baiana, que uma das autoridades estaduais do turismo já teve a oportunidade de acusar as lideranças da atividade de emitir críticas a falta de agressividade nas ações da Secretaria, por conta de pretender beneficiar o Prefeito de Salvador nessa “guerra” política. 
No entanto, do que se queixam os dirigentes das diversas entidades dos vários segmentos do turismo da “boa terra” é da ausência de ações suficientemente agressivas e racionais no sentido de objetivar o desenvolvimento da atividade. E argumentam com o fato de os índices baianos estarem em “queda livre”, diversamente dos demais Estados da Região Nordeste, cujos números apontam para crescimento considerável.
SÃO MUITAS AS QUEIXAS -  Do que se queixam os líderes do turismo baiano é da falta de iniciativa do governo do Estado, principalmente para solução de questões que se vêm arrastando anos a fio em detrimento da atividade. Enfocam sobretudo alguns itens fundamentais para promover o crescimento desejado. Tais são os casos, por exemplo, do Centro de Convenções, em que o antigo está definitivamente desativado e o pretenso novo ainda não teve a sua construção definida, embora os anos estejam passando e a Bahia desassistida, no particular.
Um outro setor extremamente vulnerável é o Aeroporto Internacional de Salvador, cuja atual situação de degradação tem sido reclamada constantemente. Embora seja um equipamento da responsabilidade do governo Federal, o que as entidades reclamam é que o Governo do Estado não pressiona no sentido de conseguir a tão esperada, postulada e indispensável ampliação. Sobretudo considerando que durante, pelo menos, dez anos, o Governo Central era da mesma linha política do Governador do Estado.  

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