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sexta-feira, 7 de abril de 2017

CALEIDOSCÓPIO - UM PATRIMÔNIO FERIDO / “AQUELAS CAMISAS”

UM PATRIMÔNIO FERIDO - “Cidade Maravilhosa/Cheia de encantos mil/Cidade Maravilhosa...” ;“Olha que coisa mais linda/ Mais cheia de graça/É ela a menina/ Que vem e que passa...”;  “O Rio de Janeiro continua lindo/O Rio de Janeiro continua sendo/ O Rio de Janeiro, fevereiro e março/Alô, alô, Realengo - aquele abraço!/Alô, torcida do Flamengo - aquele abraço”. Quanta euforia, quanto sentimento positivo viviam os André Filho, Vinicius de Morais, Tom Jobim e Gilberto Gil quando louvaram uma cidade que realmente era alegre e receptiva, uma aquarela esculpida pelo Divino Mestre. Baia da Guanabara, Pão de Açucar, o Cristo Redentor e  uma natureza dadivosa enfim estão perdendo o brilho pela ação nefasta e criminosamente destruidora de canalhas que enganaram e continuam enganando o até então descontraido povo carioca. Para destruir tão precioso cartão portal do Brasil juntaram-se governadores, políticos, malfeitores de toda ordem,  até juízes,  de quem se esperava firmeza, imparcialidade e ações corretas. Mas os biltres nasceram já assim, talvez até, quem sabe,  roubando os relógios de médicos e parteiras quando vieram ao mundo.
OS CANALHAS RESISTEM - O que acontece agora com o Rio de Janeiro nada mais é do que o retrato do que se vem rolando no Brasil, por conta e obra de outros canalhas, misturados que estão entre governantes, parlamentares, empresários e outros malfeitores. O que era no passado furto de ladrão de galinha, nos dias de hoje surge como prática generalizada em alta escala, graças ao  “engenho e arte” de pilantras que se aboletaram no Executivo, no Congresso, em grandes e pequenas empreiteiras, enfim uma peste generalizada. Já acuados são centenas, condenados pela Justiça, uns poucos. E os que têm culpa no cartório morrem de medo de quem já está preso ou prestes a isto. Negam de pés juntos, apresentam “sugestões” para se transformar em lei, com brechas para ficarem impunes. Uma coisa é estranha: os maiores envolvidos, exemplo a Oderbrecht, com sua “delações” atiram para todo lado, dando a impressão de que são bonzinhos. Na verdade, empresas como tais são as maiores responsáveis pelo
descalabro.Corromperam gente que já não prestavam e outros que cairam na fraqueza. Não é por que, como Judas,  devam receber trinta moedas, isto é terem penas mais brandas. Penas menores só porque se travestiram de traíras...?
“AQUELAS CAMISAS” – Como é ruinzinho o meu “Fortaleza” deste ano, em comparação ao de anos passados. Neste final do campeonato cearense de futebol, perdeu no domingo último para o Ferroviário por 2 x 0, merecendo até um placar maior. Está visto que não tem uma boa equipe. São apenas  medianos os jogadores que possui, sem garra,  sem espíirito de equipe.  Perderam sem mostrar maior empenho, não somente pela parte técnica.  Ha sete anos o time continua na 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro. Até que vai às finais. Mas aí, as decepções. Em outros tempos, o nosso saudoso Blanchard Girão saudou o “Tricolor de Aço”  chamando-o “o time daquelas camisas”, pela garra, pela luta e que não se entregava com facilidade. Chegou a ganhar campeonatos pelo denodo dos seus jogadores, que só se davam como derrotados após o apito final. Agora não é assim. No próximo domingo, novmente vai enfrentar o Ferrim. Se o comportamento for igual ao do jogo passado, babau, tudo está perdido. Não seria o caso de invocar o “Coronel Limoeiro”, famoso personagem do Chico Anísio, que, diante de um frouxo,  mandava que vestisse sua calça para virar homem...?

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