Pesquisar este blog

sexta-feira, 29 de abril de 2016

CALEIDOSCÓPIO - É..., MAS... / UMA LIÇÃO A SER APRENDIDA

É...,  MAS...
Para quem lê ou assiste pela TV notícias sobre o desenrolar dos últimos fatos políticos do Brasil  é até divertido observar como as partes interessadas -nos jornais, nas páginas da Interrnet ou outros meios de comunicação – tratam o atual momento político sob sua ótica ou viés, claro. Cada qual puxa brasa para sua sardinha. O pessoal que torce pelo “impeachment” da presidente Dilma argumenta que a medida extrema tem respaldo na Constituição Federal do Brasil, jurando por todos os santos que as tais “pedaladas” fiscais por si só são razões suficientes para apear a Presidente do poder. Por outro lado, é digno de nota como argumenta o pessoal da esquerda, do centro esquerda na defesa do governo.  São brilhantes e enfáticos estes  políticos, intelectuais e jornalistas que torcem pela presidente Dilma. Mostram que há um golpe a se cometer, uma vez que são infundadas ou sem consistência as acusações arguídas, daí o golpe em marcha, comandado por um deputado atolado em falcatruas e sub-judice no STF, acusado até o pescoço de ser beneficiado em propinas e outros atos ilegais. Para aumentar a confusão, juristas de nomeada, dos dois lados, nos seus arrazoados e laudatórios pareceres, num linguajar difícil de se entender, emitem suas abalizadas opiniões. É aquela velha prática conhecida: você tem razão, mas pelo que “vejo” o outro lado é que está certo... 
UMA LIÇÃO A SER APRENDIDA
Após os dias tumultuados da aprovação do recebimento do pedido de “impeachment na Câmara Federal, agora o “abacaxi” está para ser resolvido de forma definitiva pelo Senado. Certamente, até a decisão final, a política brasileira continuará fervendo, ensejando motivos para se alegar que grande parte dos julgadores, também no Senado, é comprometida e não tem moral para julgar ninguém.  Um fato. Sabe-se que, dos 21 parlamentares indicados para a Comissão do Impeachment, mais de um terço responde a inquéritos no STF, com oito integrando a lista dos políticos investigados pela Operação Lava Jato. Diferente do que houve na Câmara, os presidente e relator não estão na lista dos acusados. Ainda bem. Mas, como o presidente da Câmara, o do Senado é apontado como envolvido em pendengas passíveis de julgamento pelo STF. É vero, também, que outros “pais da pátria”, votantes em problema tão caro à estabilidade da política do País, estão na mira do Judiciário. O que aumenta mais a preocupação é a não estabilidade emocional em curso, no Legislativo e nas ruas, com ameaças veladas de levante das massas, conforme o resultado final da questão. O povo brasileiro, com índole ainda pacífica, certamente não cairá na onda dos exaltados. No fundo, a culpa de tudo isto, não há como negar, é nossa, do povo, que não sabe escolher gente que preste para representá-lo.  Qualquer prato de lentilha sempre tem sido o bastante. Diante dos exemplos na mesa, é incompreensível que não tenhamos aprendamos a dura lição. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário