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sexta-feira, 11 de abril de 2014

PACATUBA - DUZENTOS FIGURANTES NA ENCENAÇÃO DA VIA SACRA

Mantendo uma tradição de 40 anos, Pacatuba está pronta para encenações da Via Sacra, magnifico espetáculo que acontecerá na quinta e na sexta-feira da Semana Santa e que é motivo de atração não apenas da população local como de outros municípios do Estado. Toda a infraestrutura para a realização do  tradicional evento está concluída, prometendo atender ainda melhor os milhares de espectadores que forem à agradável cidade que fica ao sopé da serra da Aratanha. 
A primeira apresentação da peça aconteceu na Semana Santa de 1974, quando um morador chamado Paulo Maria Pinto resolveu, juntamente com outras 12 pessoas, acompanhar o vigário pelas ruas, encenando a via sacra.Nos anos seguintes a peça começou a ter um caráter mais teatral, com cruz e soldados devidamente caracterizados. O percurso das 14 estações utilizava as casas da comunidade, e o encerramento ocorria na Igreja Matriz, onde, o Cristo era crucificado diante de uma multidão emocionada que aplaudia a novidade.
Hoje a Paixão de Cristo, de Pacatuba, é considerada a segunda maior do Nordeste e reúne mais de 200 pessoas na encenação, desde atores, figurantes e pessoal da área de apoio. O elenco é composto por voluntários sem formação teatral e que amadoramente entregam-se ao evento, e aos ensaios, como quem abraça para si um pedaço da cidade. Um pedaço de fé e de religiosidade. O elenco conta com atores profissionais e tantos outros figurantes da própria comunidade, dentre os profissionais, está  o pacatubano João Antonio Pinto, que representa Caifás. A apresentação acontece na Praça da Paixão, no centro da cidade, e chega a reunir 18 mil pessoas na quinta e sexta-feira da Semana Santa.
Na direção de palco e cena, Antonio Fernandes de Freitas “Seu Antony Fernandes”, teatrólogo, historiador, jornalista, figurinista, artista plástico, fotógrafo, museólogo e pintor. Seu Antony é também considerado uma figura emblemática, com uma história de vida que se confunde com a história da própria Paixão de Cristo.

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