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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CALEIDÓSCOPIO

DE QUALQUER FORMA, TURISMO EM ALTA

Não obstante toda promoção que a Embratur faz, o mesmo acontecendo em  vários estados, não é das mais confortáveis a situação do turismo brasileiro em relação ao de outros países, principalmente da Europa. Para a Organização Mundial de Turismo, mesmo com a grave crise por que vêm passando os integrantes da zona do euro, é lá justamente que os negócios turísticos são os mais destacados do mundo. Das cerca de 700 milhões de pessoas que viajaram este ano, a Europa aparece no topo, com crescimento acima de 6%.  Qual o segredo? Mesmo em face do dificílimo momento por que passa o continente da faixa do euro, os países campeões na recepção de turistas, a exemplo da França, Espanha, Alemanha e Portugal, mantiveram a atividade como prioritária na economia, não se descuidando da infraestrutura para bem receber. Infelizmente, o Brasil ainda não é uma potência maior no turismo. Temos tudo para sê-lo, mas falta muito para atingir a excelência que é desejada. Cada um dos nossos estados tem um diferencial latente, ainda à espera de que,  os governantes – e o povo de modo geral aí está incluído – compreendam que o turismo bem trabalhado é um caminho potencialmente forte da economia do país, no mesmo pé de igualdade da indústria, comércio, agricultura e outros segmentos. Os investimentos direcionados ao turismo são, quase todos, os que as populações querem para melhorar as suas condições de vida. Turista nenhum se alegra em ver uma cidade suja, com pobres coitados vegetando em favelas; sujeira nas ruas e até em locais indicados como atrativos; mobilidade pública asfixiante, aeroportos altamente superados e que não oferecem maiores condições para quem chega ou pretende viajar; segurança pública que não oferece segurança adequada nem aos que vivem na terra. Enfim, para se tornar atraente e segurar o turista, um destino tem que ser bom para o povo que nela vive e apresente novidades na natureza, na cultura, na hospedagem, na gastronomia e nos divertimentos que chamem a atenção.  É certo que possuimos no Brasil inteiro os ingredientes maiores de atração turística. O que falta é uma infraestrutura compatível com o que o povo (e o turista) deseja para viver bem, sentir-se feliz. Uma luz está surgindo no túnel. Por conta dos certames internacionais de futebol que vêm por aí até 2014, há um protocolo de intenções firmado em que o País e as cidades-sede dos jogos das Copas das Confederações e do Mundo realizem bom número de obras estruturantes e que darão condições adequadas e seguras aos milhares de turistas que nos visitarem.  Certamente, cumprido fielmente o protocolo que a FIFA exige, a herança será saudável para, pelo menos, a população das 12 cidades-sede dos jogos, Fortaleza entre elas. É um grande passo. E o turismo brasileiro poderá sair da incômoda posição de só receber, por ano, talvez, 12 milhões de turistas, uma “merreca” em relação aos grandes destinos do mundo.  

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